Polícia desarticula quadrilha que movimentou mais de R$ 100 milhões de reais

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Foto: Divulgação/SSPDS


A Polícia Civil do Ceará (PCCE) deflagrou, nesta terça-feira (10), a segunda fase da operação “Cashback”. Durante a ofensiva, nove pessoas que eram alvos de investigação da PCCE foram presas por meio do cumprimento de mandados de prisão preventiva e temporária por integrar grupo criminoso. As equipes cumpriram, ainda, 31 mandados de busca e apreensão na Capital e Região Metropolitana de Fortaleza. A operação visou, também, bloquear valores de até R$125.882.352,71 de 77 pessoas físicas e jurídicas localizadas em 13 localizadas nos estados do Ceará, Paraíba, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Amazonas, Paraná, São Paulo, Roraima, Pernambuco, Rondônia, Bahia e Maranhão.


Foram presas seis mulheres, com idades de 49, 33, 26, 25, 24, 21 anos, e capturados três homens com idades de 38, 21 e 20 anos, todos integrantes de um mesmo grupo criminoso alvo da operação. Durante os cumprimentos dos 31 mandados de busca e apreensão realizados na Capital, Aquiraz, São Gonçalo do Amarante e Caucaia, os policiais civis apreenderam uma quantidade de um quilo de cocaína, 25 gramas de crack e 200 gramas de droga do tipo skank, um simulacro de pistola, diversas munições, e dois veículos – um Honda ZRV vermelho e um Renault Kwid branco, além de dezenas de celulares.


A operação teve como objetivo desarticular um esquema de lavagem de dinheiro realizado por integrantes de um grupo criminoso de origem carioca atuante no Grande Pirambu, em Fortaleza, ligados a um grupo criminoso do Complexo da Maré, no estado do Rio de Janeiro (RJ).


Segundo investigações da Delegacia de Combate aos Crimes de Lavagem de Dinheiro (DCLD), em dois anos, quatro pessoas estavam sendo utilizadas como “laranjas” de um grupo criminoso que chegou a movimentar mais de R$ 100 milhões de reais relacionados para o tráfico de drogas e outras atividades ilícitas praticadas pelo grupo criminoso de origem carioca, que também, se utilizava de empresas e instituições de pagamento distribuídas em todo o território nacional para auxiliar a movimentação ilícita de recursos para possíveis ações criminosas. Ainda, de acordo com as investigações, o grupo criminoso tem como principais chefes no Rio de Janeiro, um homem de 54 anos, que já é alvo de diversas operações policiais e investigações da Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCRJ), e um outro indivíduo de 29 anos, que é cearense, ele seria o responsável por intermediar “laranjas”, utilizando pessoas físicas e jurídicas para possibilitar a movimentação de recursos necessários às atividades do grupo criminoso, tais como o tráfico de drogas e a lavagem de dinheiro. Ambos os suspeitos são foragidos da Justiça.


As investigações da Polícia Civil apontam, também, a utilização de diversas “instituições de pagamento” na movimentação de recursos vinculados ao grupo criminoso ao qual os alvos pertencem, sendo uma delas de pessoa jurídica situada no estado do Paraná (PR), a qual também foi alvo de investigação relacionada à lavagem de dinheiro e à prática de jogos de azar em recente investigação da Polícia Civil do Estado de Pernambuco Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) realizada a partida da operação “Integration”, deflagrada no estado de Pernambuco (PE). A Delegacia de Combate aos Crimes de Lavagem de Dinheiro (DCLD) continua apurando a participação de outros suspeitos nas ações criminosas do grupo investigado.


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