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| Foto: Divulgação |
Na próxima quinta-feira (4), às 19h, o Galpão das Artes abre suas portas para um grande ato show com artistas independentes, em defesa da continuidade do espaço cultural que se tornou símbolo de resistência e criação na Praia de Iracema, Fortaleza/CE.
Localizado na Rua José Avelino, 193, o Galpão é hoje o único espaço cultural independente em funcionamento na vizinhança do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. Fundado em 2020 por artistas e produtores voluntários, transformou um imóvel da União abandonado há décadas em um centro vivo de formação, acolhimento e produção artística.
No Galpão são realizadas exibições de filmes e cineclubes; gravações de videoclipes e curtas-metragens; oficinas de artes visuais e cenografia; apresentações artísticas e musicais; distribuição de alimentos e acolhimento de pessoas em situação de vulnerabilidade
Autogerido e aberto à comunidade, o espaço funciona com recursos próprios e apoio de editais públicos. Atualmente, está em processo de formalização junto ao Governo Federal via SISREI, com apoio da SPU/CE, Secult/CE, Secultfor, Habitafor e parlamentares cearenses.
O desafio
Recentemente, o Galpão recebeu uma ordem de desocupação até 04/12/2025, sob a justificativa de destinar o imóvel a ações comerciais promovidas por entidades sociais voltadas a pessoas egressas do sistema penal. Reconhecendo a relevância dessas iniciativas, o Galpão propõe um modelo compartilhado e inclusivo, que concilie feiras e atividades sociais com sua programação cultural.
Por que o Galpão precisa ficar
O Galpão é mais que um espaço físico: é um museu orgânico entre arte e meio ambiente, cuidado pelo líder comunitário Jacaré e dezenas de artistas locais. Sua permanência é vital para preservar a memória, a arte e a vida comunitária da Praia de Iracema. Sem ele, o bairro corre o risco de perder seu último reduto de arte livre e colaborativa.
“Por isso, pedimos ao Governo Federal, à SPU/CE, à Prefeitura de Fortaleza, ao Governo do Estado do Ceará e aos órgãos competentes que reconheçam o valor cultural e social do Galpão das Artes e garantam sua permanência como equipamento público de uso compartilhado”, declara o coordenador do espaço e produtor cultural Paulo Benevides.
Quem quiser contribuir com o movimento basta assinar e compartilhar o abaixo-assinado em defesa do Galpão: https://c.org/z2HWG7k6zs.
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