Glairton Santiago se apresenta no Cineteatro São Luiz

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Foto: Analice Diniz

O cantor e compositor cearense Glairton Santiago se apresenta no Cineteatro São Luiz na quarta-feira (18), às 20 horas. O espetáculo “Uma Voz de Choro a Jazz”, projeto musical que propõe uma leitura contemporânea para um dos gêneros mais emblemáticos da música brasileira: o choro. Tradicionalmente associado à performance instrumental, o gênero ganha, neste show, uma nova perspectiva ao ser conduzido pela voz como elemento central da interpretação.


A apresentação reúne composições inéditas de choro cantado, criadas por Glairton, em arranjos que dialogam com a tradição do gênero e incorporam elementos do jazz e da musicalidade nordestina. O resultado é uma experiência sonora que preserva características fundamentais do choro — como a riqueza harmônica, a fluidez melódica e a rítmica sincopada — ao mesmo tempo em que amplia suas possibilidades expressivas.


O Choro


O espetáculo é resultado de uma pesquisa desenvolvida ao longo de sete meses no Laboratório de Criação em Música da Escola Porto Iracema das Artes, programa reconhecido por estimular processos de experimentação artística e desenvolvimento autoral. Durante o percurso, Glairton contou com a tutoria da pianista, compositora e arranjadora paulista Débora Gurgel, investigando novas abordagens para o uso da voz dentro de um gênero historicamente marcado pelo virtuosismo instrumental.


Reconhecido como um dos pilares da música urbana brasileira e declarado Patrimônio Cultural do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), o choro surgiu no século XIX e influenciou gerações de músicos. A proposta de Glairton dialoga com essa tradição, propondo uma escuta contemporânea que aproxima o gênero de outras linguagens musicais e poéticas.


No palco, o artista apresenta um repertório autoral que explora novas possibilidades interpretativas para o choro cantado. A formação instrumental reúne músicos colaboradores do projeto: Gabriel Geszti (piano), Samuel Rocha (violão de sete cordas), além de Bernardo Monteiro (clarinete) e Bruno Vasconcelos (bateria).


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