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| Foto: Gustavo Portela |
Uma história que atravessa gerações, resiste ao tempo e permanece como um dos acontecimentos mais marcantes da tradição cristã: a Paixão de Cristo. Em Quixeré (CE), no Vale do Jaguaribe, essa narrativa ganha vida todos os anos por meio da arte e, em 2026, alcança um marco especial. A tradicional encenação da Paixão de Cristo de Quixeré celebra 40 anos de trajetória, consolidando-se como um dos mais importantes eventos culturais e religiosos da região. As apresentações serão realizadas nos dias 3 e 4 de abril, às 19h30, na antiga Cibrazem, no bairro Nova Morada, espaço que ao longo dos anos se consolidou como referência para grandes encenações ao ar livre na cidade.
Realizado pela Associação Cultural Monsenhor Oliveira (ACMO) em parceria com a Trupe Motim de Teatro e a CONAP, o espetáculo tem duração de duas horas e reúne cerca de 180 pessoas diretamente envolvidas, entre artistas e equipe técnica. O elenco conta com 40 atores e 130 figurantes, formados majoritariamente por talentos locais, fortalecendo o vínculo entre cultura, comunidade e tradição. Muitos dos participantes fazem parte da encenação há anos, contribuindo para a construção de um espetáculo cada vez mais consistente e emocionante.
Os cenários são construídos em alvenaria, formando uma verdadeira cidade cenográfica que transporta o público para o contexto histórico da narrativa bíblica. Os figurinos, confeccionados pelos próprios integrantes do grupo, também são resultado de pesquisas históricas e referências bíblicas, buscando representar com fidelidade o período em que se passa a história de Jesus Cristo.
Segundo o diretor do espetáculo, Alexandre Martins, a montagem começa com cerca de seis meses de antecedência, envolvendo etapas como definição do elenco, elaboração e ajustes do roteiro, gravação das trilhas e falas, construção e manutenção de cenários e ensaios gerais. Além disso, pontua desafios a cada ano.
“Hoje o espetáculo conta com um elenco experiente, com muitos integrantes que já participam há anos da encenação, o que facilita o avanço dos ensaios e o desenvolvimento das cenas. Mas, mesmo com uma trajetória consolidada, o grupo enfrenta desafios importantes, entre eles a necessidade de renovar o elenco e atrair novos participantes, garantindo a continuidade dessa tradição cultural que há quatro décadas emociona moradores e visitantes”, completa.
Sessão social e acessibilidade
Antes da data oficial da encenação, no dia 2 de abril, será realizada uma sessão social dedicada à idosos e pessoas com deficiência com condições adequadas para que eles possam vivenciar o momento. Nessa sessão, haverá redução de ruídos sonoros, espaço iluminado, distribuição de cadeiras para o público, adaptação do espetáculo com redução de cenas fortes e não haverá queima de fogos, proporcionando um ambiente mais seguro e acolhedor.
Durante os três dias de evento, haverá a presença de um intérprete em Libras acompanhando a apresentação. Além disso, terá vagas de estacionamento reservadas e distribuição de cadeiras para o público, contribuindo para uma experiência mais confortável, acessível e inclusiva para todos. Nos dias 3 e 4 de abril, caso haja utilização de fogos, estes serão de baixo ruído, buscando reduzir impactos sensoriais e ampliar o acesso de diferentes públicos.
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